Quarta, 07 Novembro 2018 12:18

Reflexão sobre cooperação na educação reúne educadores da rede pública no Rio Destaque

O Instituto Sicoob reuniu no Rio de Janeiro, no dia 26 de outubro, 150 professores, orientadores pedagógicos, diretores e representantes de outros setores da rede pública de ensino para debater a cooperação na educação. O encontro fez parte da segunda edição do Cooperjovem, que teve como tema ‘Ecos da Cooperação’. Este ano, a iniciativa comemora um aumento de quase 40% no número de profissionais capacitados, em relação a 2017.

Representando o Sicoob Fluminense esteve a assistente social Maria Clara de Oliveira.

Foram apresentados 18 Projetos de Educação Cooperativa (PECs), realizados em cidades como Campos dos Goytacazes, Carapebus, Bom Jesus do Itabapoana, São Francisco do Itabapoana, Mendes e Três Rios, implementados dentro e fora do ambiente escolar. Ao todo, 159 professores participaram da formação em 54 escolas, beneficiando diretamente 17.940 alunos através de 36 projetos.

Em Carapebus, por exemplo, um projeto desenvolvido na Escola Municipal Luiz Carlos Fragoso conscientiza a população para a importância da sinalização de trânsito na região da escola. Já em Bom Jesus, na Escola Municipal Otília Vieira Campos, os orientadores chamaram a atenção dos alunos para o descarte correto do lixo e a consequente preservação da saúde.

Logo na chegada ao Cooperjovem, os professores foram recebidos pelo grupo teatral Cia de Mystérios, que apresentou o espetáculo “Gigantes pela Própria Natureza”, sobre pernas de pau. Na apresentação, que contou com música e um passeio pelas tradições do folclore brasileiro, o grupo incentivou a participação de todos os presentes ao se apresentar de maneira integrada ao público.

Em seguida, Anna Penido, jornalista e diretora do Instituto Inspirare, falou sobre a importância entre conectar alunos e docentes, muitas vezes de gerações diferentes, dentro do espaço de ensino.

Na sequência, José Pacheco, fundador da Escola da Ponte, em Portugal, falou sobre o conceito clássico que ajudou a criar e sobre os desafios da educação contemporânea. Ele exaltou o papel do Brasil no cenário internacional.

Na parte da tarde, os representantes das escolas tiveram a oportunidade de conhecer métodos e ferramentas cooperativas que podem ser usados em seus projetos. As Oficinas de Escuta, Comunicação Não Violenta, Jogos Cooperativos e Palavra Encantatória apresentaram caminhos que poderão ser úteis no dia a dia.

“Eu sou professor, minha formação é essa. Minhas pesquisas de Mestrado e Doutorado estão focadas na busca de uma linguagem mais adequada no trato com o outro. Quando eu trabalho com professores, sempre tento focar no relacionamento deles com os alunos e em como eles lidam com as dificuldades do cotidiano. Precisamos despertar a humanização no outro. A partir disso, podemos ensinar qualquer disciplina. Só o conhecimento pode fazer com que a criança se modifique e mude também o entorno onde vive”, defende Iran Pitthan, instrutor do Cooperjovem.

O Cooperjovem tem como compromisso promover uma mudança de comportamento no ambiente escolar, com foco no desenvolvimento de relações mais humanizadas entre professores e alunos, alunos e alunos, professores e direção, escola e pais e escola e comunidade.

“Quantas relatos transformadores vimos! Esse trabalho é uma possibilidade para sair do automático, pensar diferente. Ter a possibilidade causar esse incômodo saudável, que faça a pessoa repensar o que ela é como indivíduo e educadora é um dos pontos que eu acho mais importantes para continuar sendo trabalhados”, defende Silvana Lemos, coordenadora do Instituto Sicoob no Rio de Janeiro.